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Bar cria o maior carrinho de rolimã do Brasil


O Cristal Rock Bar, da cidade de Itapecerica da Serra (SP), conquistou o recorde brasileiro de maior carrinho de rolimã articulado. O veículo tem 90,9 metros de comprimento e é composto por 64 carrinhos de tamanho regular. O reconhecimento do título ocorreu em 11 de novembro, quando o carrinho percorreu 780 metros com 63 pessoas em um parque da cidade. 

Luciano Cadari, representante do RankBrasil estava presente e oficializou a marca com a entrega do troféu aos inventores. De acordo com o proprietário do Cristal Rock Bar, Gilmar Ritzel, a ideia de criar um carrinho de rolimã gigante surgiu no balcão do estabelecimento, em conversa com amigos. “As principais dificuldades foram organizar e enquadrar largura, altura e parafusos que juntam um carrinho ao outro, pensando na segurança de todos”, conta.

Com quase sete toneladas, a invenção exigiu oito meses de trabalho e vários materiais como ferro, madeira, rolimãs (rodinhas), soldas e parafusos. Além disso, o desafio contou com a participação de homens e mulheres, entre 13 e 60 anos de idade. Segundo Gilmar, o recorde junto ao RankBrasil é uma das maiores conquistas que a sociedade de Itapecerica da Serra poderia ganhar.


Antes e o depois da Guerra Civil da Síria

Há quem diga que não nos preocupamos com quem não conhecemos. Até aqueles mais sórdidos, ficariam chocados com as imagens a seguir. Não só pelas estruturas do país, mas também pela quantidade de mortos e refugiados. É tudo muito triste e lamentável, que coloquem a ganância á frente de qualquer sentimento de compaixão humana.

 A Guerra Civil na Síria começou em março de 2011


Ela teve início depois que um dos jovens revolucionários foi preso e torturado

 Manifestantes simpatizantes da Primavera Árabe foram mortos por seguranças do governo de Bashar al-Assad


Isso só levou mais pessoas às ruas

 Os manifestantes se armaram


E passaram a tentar expulsar as tropas de Assad

 Estima-se que quase 500 mil sírios já morreram desde o início dos combates



Também perderam a vida cerca de 3 mil civis estrangeiros

 Atualmente, quase 8 milhões de habitantes estão desalojados


E mais de 4,5 milhões de refugiados já tentaram a sorte em outras regiões do planeta

 Segundo a ONU, ambos os lados do conflito já cometeram crimes de guerra




Tais como sequestro, tortura e execução

 Ainda de acordo com a ONU, civis viraram alvos da guerra


Algo que também é considerado um crime

 O Estado Islâmico é acusado de castigar civis que não obedeçam as suas regras



Isso inclui execuções em praça pública












A Netflix pode ser uma bolha – assista antes de ela estourar


Os serviços de streaming, que produzem entretenimento quase gratuito, podem estar com os dias contados.


Se você – assim como nós – não tem uma vida social muito agitada, sabe que a Netflix vive lançando séries novas em seu catálogo. Boa parte delas são produções próprias: escritas, dirigidas e gravadas por eles mesmos, como os ótimos House of Cards, Narcos ou Stranger Things. Mas não é só a Netflix que produz seus seriados particulares: a HBO (com Game of Thrones e Westworld) e a Amazon (com Transparent e Mozart in the Jungle), por exemplo, também não ficam atrás, na esperança de cativar a nossa audiência e de nos tirar da frente de outros tipos de entretenimento gratuito, como o Facebook ou o Instagram. De fato, espera-se que em 2017 sejam produzidas 500 séries na televisão, nos canais a cabo ou nos serviços de streaming. É quase o dobro de 2010, que teve 216.

Apenas a Netflix deve gastar no ano que vem US$ 6 bilhões para bancar suas produções – quase o dobro do que investiu em 2014. Até aí tudo bem, você pode pensar – uma empresa precisa investir para se manter em pé. O que pouca gente sabe é o tamanho das dívidas do serviço de streaming. A Netflix deve US$ 14,3 bilhões de dólares – um valor 36 vezes maior do que todo o dinheiro que ela já faturou desde que botou suas ações no mercado, em 2002. Ou seja, a conta está longe de fechar. Mesmo a Amazon lucrou no ano passado US$ 596 milhões (depois de ter perdido US$ 241 milhões em 2014), um resultado não muito impressionante para uma empresa com uma receita de US$ 107 bilhões.

Assim, não é de se estranhar que a boiada dos seriados bons e quase-de-graça (os pacotes da Netflix custam a partir de R$19,90 ao mês, enquanto que a Amazon cobra US$11 de seus assinantes americanos) esteja com os dias contados. Alguma hora, essa bolha pode estourar.

HBO lança vinhos inspirados em ‘Game of Thrones’



Não existe série em que os personagem bebam mais vinho do que Game Of Thrones. De Cersei a Jon Snow, de Tyrion a Daenerys, todo mundo entorna o caneco quando a coisa aperta (e também quando a coisa vai bem). Agora, você também vai poder entrar no clima: o vinhedo Vintage Wine Estates, na Califórnia, vai lançar vinhos inspirados na série.

Em parceira com a HBO, o Vintage Wine criará dois rótulos, cada um com sua uva: um cabernet sauvignon de US$ 40 (R$ 140) e um chardonnay de US$ 20 (R$ 70). Se tudo der certo – e um dos dragões da Dany não queimar o vinhedo -, as bebidas devem começar a ser vendidas nos EUA no outono do ano que vem, pouco antes de a sétima temporada de Game of Thrones voltar ao ar pela HBO, em julho.


Não é a primeira vez que a série tenta entrar no mercado de bebidas alcoólicas: desde a segunda temporada (2012), os fãs já podem beber cervejas inspiradas em GOT, fabricadas pela cervejaria Ommegang, em Nova York. Mas, como os personagens curtem muito mais um bom vinho do que uma cerveja geladinha, investir nas uvas parece uma boa ideia.

Infelizmente, os vinhos ainda não têm previsão de venda no Brasil. Mas é possível que eles sejam comercializados pela internet para nós aqui também enchermos a cara enquanto nossos personagens favoritos morrem na série. 

Como vai ser o primeiro Super Mario para iPhone



Quando a Nintendo resolveu abraçar o mercado gigantesco dos smartphones, teve que se perguntar o mesmo que a Disney ao fazer Star Wars VII: como apresentar uma franquia amada a uma audiência nova sem estragar a experiência para os fãs antigos? O resultado dessa pergunta foi a criação de Super Mario Run, o aplicativo para iPhone que vai ser lançado no dia 15 de dezembro. E nós te contamos o que esperar da experiência.

Uma mão só

Controlar Mario vai ser bem mais simples do que nas outras plataformas. A ideia da Nintendo foi criar um desafio que pudesse ser jogado com uma mão só, mais adequado para as telinhas do iPhone. Isso significa que Mario agora corre sozinho: o papel do jogador é controlar os diferentes tipos de saltos do personagem. É a lógica que estamos acostumados para outros apps. Só um toque é um pulinho, um toque mais longo é um pulo mais alto.

Se até agora parece que este vai ser só mais um app de “corrida sem fim” como Temple Run e Subway Surfers, vamos com calma. O modo de jogo é simples, mas cheio de camadas.

Gameplay

Em cada nível, você precisa levar Mario até a bandeira de chegada, como sempre. Ele corre da esquerda para direita, pulando obstáculos… Mas eles não estão sempre na sua frente.

Acertando só o timing do toque na tela com um único dedo, você precisa escalar paredes e planejar cada salto. Nos mais difíceis, inclusive, a Nintendo incluiu pequenos blocos que desaceleram o personagem para que você tenha tempo de calcular.

Neste caminho, você vai encontrar os adversários de sempre, como Boos, Koopas e Goombas, mas não é só dos inimigos que vêm a nostalgia do jogo.

Múltipla personalidade

Ao contrário de outras versões da franquia, no Run você vai poder trocar o personagem com quem joga. Mas não é uma escolha apenas estética: Luigi, Yoshi, Toad e outras figuras familiares vão sendo desbloqueadas em partes específicas do jogo. Além disso, a Nintendo promete que cada personagem tem características próprias e vai ser preciso se adaptar à forma de jogar com cada um.

Segredinhos

Os níveis secretos e rotas alternativas já clássicos de Super Mario também aparecem no app. Assim, mesmo que o jogo principal seja bem direto, o usuário ainda tem espaço para explorar – em alguns níveis, por exemplo, passar para a próxima etapa exige que o usuário acerte qual a porta correta a atravessar, sem nunca parar de correr.



Três modos

Ao contrário de outros jogos de corrida, o Super Mario Run vai ter três modos diferentes de jogo. O World Tour é a corrida comum, na qual você cumpre objetivos e captura moedas. Neste modo, você também pega itens chamados “Tickets de Rally”.

O Toad Rally é o segundo modo de jogo, em que você desafia outros jogadores. Você escolhe um nível e joga individualmente, dá o seu melhor, tentando acertar todos os pulos. O outro jogador faz a mesma coisa e quem tiver o melhor desempenho ganha. Mas o interessante é que, como mostra o vídeo abaixo, o outro jogador aparece na sua tela também, deixando que vocês acompanhem as acrobacias um do outro em tempo real.

O terceiro modo de jogo é o Kingdom Builder. Lá, o jogador constrói seu reino, usando as moedas conquistadas no jogo. Pode decorá-lo como quiser e seu mundo vai sendo povoado por alguns personagens. Mas os objetos que você escolhe para o seu reino não são completamente decorativos: alguns deles dão acesso a novos personagens ou níveis bônus. Escolha com sabedoria.

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Volta aqui

Vencer um nível, como no videogame tradicional, não é dar fim a ele. Algumas moedas coloridas, que se afastam da rota mais simples no game, dão acesso a outra versão do mesmo nível, só que mais difícil. Lá dentro, mais moedas coloridas desbloqueiam mais uma dificuldade: e com elas, a habilidade dos seus dedos para fazer acrobacias tem que ficar cada vez mais refinada.

Essa alternativa foi colocada no aplicativo pelos programadores porque ajuda os níveis a serem acessíveis ao enorme público de smartphones sem deixar o jogo bobo para quem já está acostumado com Super Mario em outras plataformas.

Caro, mas só uma vez

Na maioria dos jogos gratuitos para celular, todas as decorações e ferramentas extras custam moedas virtuais , que por sua vez custam dinheiro de verdade. A Nintendo quis evitar esse modelo de jogo. O aplicativo vai ser lançado em uma versão demo e uma versão completa.

O demo dá acesso a três níveis dos modos World Tour e Rally. Para ter acesso aos demais, é preciso pagar US$ 9,99. O preço é bastante salgado se comparado aos outros aplicativos da App Store, mas a ideia é oferecer um pacote completo a partir de uma única compra. O jogador passa a ter acesso a todos os níveis e a todos os itens dentro da loja do jogo gastando apenas a energia dos seus dedos, porque as moedas do jogo são aquelas conquistadas nas partidas.

Na próxima semana, o jogo vai ser lançado exclusivamente para iPhone. O lançamento para Android só deve vir em 2017. Mas, até lá, já teremos informações suficientes para saber se a Nintendo conseguiu superar o grande desafio das franquias consolidadas: torná-la moderna sem estragar a essência que tornou Super Mario um dos videogames mais amados do mundo.

Artista recria cenas de Star Wars com uma única folha de papel



Há aqueles que custam a lembrar o passo a passo para fazer um barquinho de papel. E, na outra ponta do espectro de talentos manuais, está Marc Hagan-Guirey, mestre Jedi absoluto da arte do kirigami. Ele é o responsável pelo trabalho que você vê acima – uma intrincada recriação em papel da icônica cena da cantina de Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança (em que Han Solo atira primeiro, como você sabe). Já seria um bocado impressionante caso se tratasse de um complexo modelo com diversas peças. Mas, no caso de Hagan-Guirey, todos os cenários são criados usando uma única folha de papel. Sério.





A proposta final de Marc é contar histórias por meio de papéis meticulosamente cortados. “Eu amo ser capaz de criar uma cena inteira em apenas um pedaço de papel. Algumas pessoas que visitavam a exposição olhavam para as peças e eu as escutava dizendo: ‘Olha, aí tem este trecho, aquele outro trecho e depois foi isso que aconteceu’. E eles são capazes de recontar essa cena inteira a partir de apenas aquele papel”, afirma o artista.

Qual era o livro mais vendido no ano em que você nasceu?



Confira os maiores best-sellers de ficção: para selecionar os hits literários no Brasil recorremos à lista dos mais vendidos da revista Veja. Boa leitura!

Anos 70

1975 - Gabriela, Cravo e Canela, Jorge Amado

1976 - Araceli, Meu Amor, de José Louzeiro

1978 - Conversa na Catedral, Mario Vargas Llosa

1979 - Farda, Fardão, Camisola de Dormir, Jorge Amado


Anos 80

1980 - A Falta que Ela me Faz, Fernando Sabino

1981 - Crônicas de uma morte anunciada, Gabriel García Márquez

1982 - O Analista de Bagé, Luis Fernando Veríssimo

1983 - A Velhinha de Taubaté, Luis Fernando Veríssimo

1984 - Tocaia Grande, Jorge Amado

1985 - A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera

1986 - A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera

1987 - As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley

1988 - As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley

1989 - As Areias do Tempo, Sidney Sheldon


Anos 90

1990 - Diário de um Mago, Paulo Coelho

1991 - O Alquimista, Paulo Coelho

1992 - O Alquimista, Paulo Coelho

1993 - Noite sobre as Águas, Ken Follett

1994 - Brida, Paulo Coelho

1995 - Comédias da Vida Privada, Luis Fernando Veríssimo

1996 - O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder

1997 - O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder

1998 - O Livro das Virtudes para Crianças, William j. bennett

1999 - O Homem que Matou Getúlio Vargas, Jô Soares


Anos 2000

2000 - Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K Rowling

2001 - Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K. Rowling

2002 - Harry Potter e a Câmara Secreta, J.K. Rowling

2003 - Onze Minutos, Paulo Coelho

2004 - Budapeste, Chico Buarque

2005 - Fortaleza Digital, Dan Brown

2006 - Quando Nietzsche Chorou, Irvin D. Yalom

2007 - A Cidade do Sol, Khaled Hosseini

2008 - A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak

2009 - A Cabana, William Young


Anos 2010

2010 - A Cabana, William P. Young

2011 - A Guerra dos Tronos, George R. R. Martin

2012 - A Escolha, de Nicholas Sparks

2013 - Inferno, Dan Brown

2014 - A Culpa é das Estrelas, John Green

2015 - O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry

Mercado de mangá no Brasil pode se igualar à Europa, diz autor de "Sidonia"


Ainda que o mercado de mangás no Brasil ainda seja muito menor do que o visto nos EUA, Europa e, claro, Japão, o país tem potencial para crescer e se equiparar à França, onde os quadrinhos japoneses são imensamente populares.
Esta é a opinião de Tsutomu Nihei, autor dos mangás de ficção científica "Knights of Sidonia" e "Blame!", de passagem pelo Brasil por conta de sua participação na CCXP 2016, no início do mês. Os dois títulos são publicados no Brasil pela editora JBC, sendo que "Sidonia" apareceu primeiro no Brasil por meio do anime, uma produção original da Netflix.
"Quando comparado aos mercados americano e europeu, o mercado brasileiro ainda é muito pequeno, mas noto muitas semelhanças com a França de 20 anos atrás, então vejo grande potencial de crescimento aqui", comentou ele em entrevista ao UOL Jogos.
"Eu já conhecia um pouco do mercado de mangás no Brasil e gostei muito de ver minhas obras sendo vendidas por aqui também".
Nihei veio acompanhado de Yoshihiko Yamazaki, produtor da animação de "Blame!", e Yamamoto, editor-chefe da revista Monthly Sirius, da Kodansha, e editor de "Aposimz", próxima obra de Nihei. Yamamoto-san também gostou do que viu por aqui.
"Concordo com o Nihei-sensei, mas vendo ao vivo as lojas de mangás por aqui, tenho a impressão de que é um mercado mais maduro do que eu imaginava.
O kanzenban de "Cavaleiros do Zodíaco", com capa dura, é um formato que não existe nem no Japão. Ou seja, o mercado está pronto para ousar um pouco mais.
O que falta neste momento é variedade maior de títulos. Quando isso acontecer, aí sim poderemos dizer que se trata de um mercado maduro de mangás".
Falando sobre o futuro dos mangás de maneira geral, Nihei acredita que muito em breve veremos o formato digital assumindo como principal forma de leitura no mundo todo.
"Meu processo de criação já é todo digital. Não tenho nenhuma resistência em relação aos mangás digitais e nunca tive nenhuma desvantagem trabalhando com eles, só vejo benefícios. Acho que eles vão ajudar os mangás a ficarem ainda mais populares".

Veja os youtubers gamers que foram destaque em 2016


O YouTube selecionou os 10 vídeos que foram destaque na categoria Games em 2016. Curiosamente, poucos desses vídeos são de jogos conhecidos. "Minecraft" e "Pokémon Go" aparecem em algumas das produções, mas há títulos independentes como "Paw Patrol Rescue", amoebas e polêmicas entre os próprios youtubers.
A lista também traz poucos dos youtubers de games mais conhecidos: Authentic Games, Rezendeevil e Coisa de Nerd são os canais mais populares citados entre os destaques, que inclui também dois vídeos de Aruan Felix, conhecido por cortar a placa de 100 mil inscritos que ganhou do YouTube para "ver o que tinha dentro".
Confira a lista com os 10 vídeos que foram destaque na categoria Games em 2016, segundo o YouTube:

Professor reúne em livro argumentos para não ler Paulo Coelho



“'O Alquimista' provoca tédio, uma vez que naufraga em bobices, contradições e desrespeito ao vernáculo. Ademais, a trivialidade leva esse escrito de Paulo Coelho ao cumprimento de todas as etapas das edificações literárias pseudo-refinadas. É, entre as estruturas de mau gosto, um texto exemplar (…). Um escritor à Coelho dá ao leitor aquilo que o leitor espera encontrar no livro – um rodízio de pizza literária, uma vez que a esse leitor foi negado, lamentavelmente, apreciar as finas iguarias poéticas, não sendo, portanto, em termos de mesa literária, um gourmet, mas um gros mangeur de repastos culturais”

É o que escreve Janilto Andrade, doutor em Estética e Poética pela Universidade Federal de Pernambuco e professor de Literatura Brasileira e História das Artes, no livro “Por Que Não Ler Paulo Coelho”, lançado originalmente em 2004 e que agora volta às livrarias pela Confraria do Vento em uma edição revista e ampliada. Na obra, como já ficou claro, Andrade esmiúça um dos livros mais famosos do mago para listar argumentos contrários à leitura do escritor que acaba de publicar “A Espiã”, seu 19º romance.

No ensaio, Andrade se refere a “O Alquimista” como um “pretenso romance” e contrapondo a obra com outras de autores clássicos, contemporâneos e até com “A Turma da Mônica”, mostra que o trabalho de Coelho é repleto de contradições, erros linguísticos que beiram o infantil e formalmente muito pobre.“'Tudo que acontece uma vez, pode nunca mais acontecer. Mas tudo que acontece duas vezes, acontecerá certamente uma terceira' (itálicos meus). É espantosa esta maravilha de sandice! Mais intrigante ainda é alguém escrever isto e alguém ler isto e a Academia Brasileira de Letras ler isto e decretar-se a sapiência literária do seu autor. O mundo todo bestou ou bestei eu? Francamente, é de pasmar!”, registra.

Andrade conta que a ideia do livro surgiu após ouvir a mesma pergunta de diversos alunos: por que os professores de literatura não leem Paulo Coelho? “Fui, aos poucos, me sentindo quase que numa obrigação ético-profissional de responder”.

Na conversa, o autor propõe que o leitor ideal de “O Alquimista” é uma pessoa “atirada no abandono e na solidão urbana, fatigada, cheia do vazio de uma rotina sufocante, perplexa diante da tirania do apelo ao hedonismo, ao narcisismo e ao consumismo, imprensada pelo egoísmo, e que só tem olhos para a urgência da sobrevivência individual” e argumenta que a leitura de um livro do famoso escritor já é o suficiente para que se forme uma opinião sobre todo seu trabalho: “Paulo Coelho é um escrevente de best-seller; assim, lido um título, dispensam-se os outros”.

De maneira breve, por que não ler Paulo Coelho?

É invocando predominantemente o aspecto formal de “O Alquimista” que afirmo na minha análise: trata-se de um texto mal estruturado, sem coerência interna, “costurado” com desrespeito ao vernáculo. Por exemplo, aqui, se lê: “Tenho apenas o 'presente', e ele é o que me interessa”; ali, está escrito: “Quero saber o 'futuro' porque sou um homem. E os homens vivem em função do seu 'futuro'”. A certa altura, o narrador afirma: “Os cavaleiros entraram no oásis (…), parecia uma expedição de paz, mas 'haviam' armas escondidas 'sobre' os mantos.” Como recomendar a leitura de uma obra assim?

E se não deve ser lido, por que tanta gente o lê e o venera?

É uma questão que se alinha com esta: por que o filme “X” tornou-se um autêntico “arrasa-quarteirão”? A despeito de não compor o objeto de análise do meu livro, talvez seja pertinente, para não deixar a sua pergunta sem resposta, propor que o leitor ideal de “O Alquimista” seja aquela pessoa atirada no abandono e na solidão urbana, fatigada, cheia do vazio de uma rotina sufocante, perplexa diante da tirania do apelo ao hedonismo, ao narcisismo e ao consumismo, imprensada pelo egoísmo, e que só tem olhos para a urgência da sobrevivência individual. Por não conseguir resolver esses impasses, atira-se, de corpo e alma, cegamente, em bobices culturais “da vez”, como “O Alquimista”, acreditando se fortalecer – quando apenas está pondo uma venda nos olhos – lendo tolices como esta: “não tinha um centavo no bolso mas tinha fé”. Na compra de feijão, o Extra aceita fé, em vez de real…!?

O que você tem a dizer para quem pede por Paulo Coelho entre as leituras obrigatórias da escola?

Excelente questão! E existe, mesmo, alguém que pede!? Não quero acreditar que colegas meus integrem o grupo de pessoas às quais me referi na resposta anterior. O que tenho a dizer? Primeiramente, essa prática de obrigar a ler é obsoleta, ranço do autoritarismo. Há que motivar, não obrigar a ler… Ademais, quem obriga (!) esse tipo de literatura na escola talvez tenha feito uma leitura às pressas; não pôs o texto sob as lentes da atenção, da análise, da inquirição. A dizer alguma coisa, talvez eu preferisse saber como o meu ou minha colega consegue ensinar, lendo, estudando, analisando, comentando, com seus alunos, frases como esta, de “O Alquimista”: “Tudo o que acontece uma vez, pode nunca mais acontecer. Mas tudo que acontece duas vezes, acontecerá certamente uma terceira”. A sua explicação quanto ao emprego das duas vírgulas muito me enriqueceria, ao que ficaria agradecido.

Filme de O Vendedor de Sonhos, de A. Cury, é um desfile de frases de efeito



“O primeiro a ser beneficiado pelo perdão é aquele que perdoa, não o perdoado”. “O ser humano não morre quando o coração para de bater, morre quando, de alguma forma, deixa de se sentir importante”. “O segredo do sucesso é conquistar aquilo que o dinheiro não pode comprar”. “Não tenha medo do caminho, tenha medo de não caminhar”. “Todo mundo merece uma segunda chance”.

Um festival de frases de efeito – ou frases feitas, como preferir –, é isso que o espectador pode esperar da adaptação cinematográfica de “O Vendedor de Sonhos”, best-seller de Augusto Cury que já vendeu mais de 3 milhões de exemplares e foi traduzido para cerca de 60 idiomas. Transposto para as telonas por Jayme Monjardim (“O Tempo e o Vento”, “Olga” e diversas novelas), o filme é centrado na relação entre Júlio César (Dan Stulbach), respeitado e renomado psicólogo, e um sábio mendigo que se autodefine como “vendedor de sonhos” e é chamado por seus colegas de “mestre”, interpretado pelo uruguaio César Troncoso.

Ao lado de L. G. Bayão, Cury participou efetivamente da elaboração do roteiro. “As pérolas, as frases impactantes, foram trabalhadas para respeitar o livro e adaptadas para as circunstâncias atuais. Discutimos isso inúmeras vezes. Tive conversas íntimas, 'secretas', com o Jayme também”, diz o escritor em entrevista ao blog.

 A história, por conta de problemas com o seu filho, Júlio César está prestes a se jogar do vigésimo primeiro andar de um luxuoso edifício empresarial na zona sul de São Paulo quando o mendigo resolve intervir. De maneira um tanto irreal, o “vendedor de sonhos” passa por todo sistema se segurança – tanto do prédio quanto do aparato montado para tentar impedir o suicídio – e senta no parapeito ao lado do psicólogo. Suas palavras que convencem o homem bem-sucedido profissionalmente a não dar cabo de sua vida.

Daí em diante, Júlio César passa a seguir o “vendedor de sonhos”, que desfila suas frases emblemáticas por onde passa – aliás, não perde uma oportunidade de tentar levar sua sabedoria aos outros. Bem como toda a obra de Cury, a principal crítica do “mestre” está na maneira que a sociedade se porta: um sistema doente que cria cidadãos doentes, mais preocupados com o dinheiro e bens materiais do que com a “verdadeira felicidade”, que viria principalmente do bom relacionamento entre as pessoas. Ao provocar empresários, no entanto, a vida do mendigo erudito é colocada em risco, ao mesmo tempo que o seu obtuso passado se revela.

''Lacrimejei os olhos quatro vezes''

“Esperava não me emocionar, mas, impressionante, lacrimejei os olhos quatro vezes enquanto assistia ao filme, esqueci que era o autor e fiz uma viagem para dentro de mim mesmo. Esperava que poderia trair o livro, mas o longa me representa em prosa e verso”, conta Cury. “Em uma hora e quarenta não dá pra reproduzir milhares de cenas e ambientes, então optamos pelas mais marcantes. O mestre, que é alguém que acertou no trivial, mas errou no essencial, acusa a sociedade moderna de ser um manicômio global, que se tornou uma fábrica de pessoas depressivas, angustiadas, especialistas em apontar falhas, não formar seres humanos. É uma crítica à ditadura da beleza, ao consumismo, ao Brasil dos milionários”, continua o escritor.

O vendedor de sonhos 1 (capa).inddEssa mensagem transmitida pelo filme é daquelas cujas pessoas parecem entender e concordar com facilidade, mas possuem grande dificuldade em colocar em prática. Cury, que é psiquiatra e especialista em inteligência multifocal, concorda com isso e explica que o processo para se adquirir a “verdadeira riqueza” precisa ser uma constante:

“São ferramentas que dependem da gestão da emoção. É difícil. Por exemplo, dando conferência na Romênia, falei do Drácula e de que não temos vampiros fora de nós, mas sim dentro: sofrer por antecipação, cobrar muito de si, a necessidade neurótica de cobrar os outros… Se as pessoas não exercitam todos os dias algo contrário a isso, nos tornamos vendedores de pesadelos, carrascos de nós mesmos, não vendedores de sonhos. Somos viciados em nos punir e punir as pessoas, temos um cérebro viciado em apontar falhas”.

Novo final para o livro

Por conta do filme, Cury escreveu um novo final, focado no filho de Júlio César, para o seu romance. O trecho inédito está presente no volume publicado pela Planeta com o cartaz do longa como capa.

Segundo o autor, ao menos outros cinco filmes inspirados em seus trabalhos deverão ser lançados nos próximos anos: “Felicidade Roubada”, “O Futuro da Humanidade”, “O Homem Mais Inteligente da História”, “O Vendedor de Sonhos Dois” e “Petrus Logus”. Ao todo, os livros de Cury já venderam mais de 30 milhões de exemplares.

Com distribuição da Warner e da Fox Filme do Brasil – corresponsáveis pela produção do longa junto com a Filmland Internacional -, “O Vendedor de Sonhos” estreia nesta quinta em todo o país e tem ainda no elenco nomes como Guilherme Prates, Leonardo Medeiros e Thiago Mendonça. Veja o trailer:


“Ninguém se afasta, a TV que não te chama”, diz Cacá Carvalho, o Jamanta


Por Miguel Arcanjo Prado
O ator paraense Cacá Carvalho, 63 anos, outro dia entrou em um táxi e o motorista lhe disse, com um sorriso de menino, que estava vendo o Jamanta, lendário personagem da TV interpretado pelo ator, na reprise no canal Viva da novela “Torre de Babel”, escrita por Silvio de Abreu em 1998.
Há dez anos longe da TV, Carvalho segue firme naquela que é sua arte fundamental: o teatro. Ele está em cartaz até 17 de dezembro, no Auditório do Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195), em São Paulo, com a peça “A Próxima Estação”, que acompanha 50 anos na vida de um casal. As sessões são de quinta a sábado, às 20h30, com entrada a R$ 25.
Miguel Arcanjo Prado — O que achou da volta da novela “Torre de Babel” no Viva? Tem recebido retorno do público por conta da reprise?
Cacá Carvalho — Eu, para falar a verdade, fiquei sabendo dentro de um táxi. Eu peguei um táxi e o motorista disse “ontem eu estava na minha casa e estava começando a novela ‘Torre de Babel’”. Eu fiquei, claro, feliz de ver que aquele moço ao me encontrar abriu nele uma alegria como se a volta daquela novela tivesse feito nele o efeito de reencontrar uma saudade, uma alegria guardada que ele gostou de reencontrar. Eu fico feliz quando o teatro ou a televisão ou enfim quando uma lembrança fica viva em alguém. E cada vez que ela passa os olhos na lembrança abre nela uma coisa que se manifesta externamente na boca em forma de sorriso, mas é dentro que tudo se abre, eu fico feliz quando isso acontece.

Miguel Arcanjo Prado — Você está afastado da TV há cerca de dez anos. Por quê?
Cacá Carvalho — Eu acho que ninguém se afasta da TV, a TV que não te chama. Mesmo quem está lá como ‘funcionário’, ou que está mais próximo, ninguém se afasta da televisão sabe, se me chamarem eu estudo e vejo a possibilidade de fazer. Não estou afastado, a minha vida sempre ir abrindo caminhos dentro da minha linguagem, digamos, onde eu fui criado, educado, formado. Eu tenho um pensamento que eu desenvolvo e articulo, pensamentos e trabalhos que é o teatro. Quando qualquer outro trabalho, seja na televisão, seja no cinema, ou seja uma série, como agora eu acabei de fazer uma série chamada “171”, que estará no ar o ano que vem na Warner, eu acho que tendo espaço é claro que eu quero fazer, porque tudo é experiência, tudo soma, tudo me faz pensar, senão você só fica uma pessoa que só come um tipo de alimento. Eu me alimento de tudo aquilo que eu acredite que é saudável.

Miguel Arcanjo Prado — Qual a relação que você tem hoje com o personagem Jamanta?
Cacá Carvalho — Nenhuma, pois faz muito tempo. Só posso dizer que foi um trabalho lindo, foi um trabalho em que eu aprendi uma linguagem que eu exercito pouco e que é um alfabeto com outros valores, outras formações de situações e palavras, de discursos que eu pratico pouco. Eu sou uma pessoa que quando surge esse tipo de coisa eu mais do que fazer alguma coisa é ver o que eu vou aprender com aquilo ali, o que pode acontecer de encontro entre todos nós, com um técnico de som na TV é totalmente diferente de um técnico de som de teatro, um iluminador na televisão é totalmente diferente de um iluminador de teatro, é um outro pensamento de luz é um outro pensamento de som, é um outro pensamento de memorização, é um outro pensamento de relação e de expressão, é tudo tão novo que você não vai parar outra coisa que não seja aprender. Pra mim essa experiência é de aprendizado também. A televisão acontece no meio do cotidiano, e eu fico impressionado com o que se passa enquanto a pessoa está ali na frente daquela tela, ela ainda consegue se emocionar e guardar alguma coisa depois de tanto tempo. Isso é uma coisa interessante para se pensar.

Miguel Arcanjo Prado — O Jamanta é muito lembrado pelos fãs nas ruas?
Cacá Carvalho — Eu saio pouco, mas eu encontro, claro, pessoas que lembram desse personagem, as pessoas têm memória, quando a coisa toca, e o personagem foi uma coisa muito forte, não é? E algumas pessoas sim, quando eu encontro, algumas pessoas se manifestam de um modo bonito, como se elas abrissem uma memória bonita, e elas ficam mais leves, isso é muito bom de ver.

Miguel Arcanjo Prado — Por que o Jamanta foi um personagem tão marcante em sua vida?
Cacá Carvalho — Todos os personagens para mim são marcantes, todos, todos. Esse especificamente é porque foi a primeira experiência que eu fiz dentro de um ambiente que não é do teatro e que teve uma repercussão muito grande. Então, talvez ele fique tão marcado, mas ele não é mais marcante que outros tantos que eu vivi artisticamente. Mas, ele é significativo também, porém, eu acredito que aquele personagem, aquele trabalho teve a força que teve porque eu tive, repito pelo meu total desconhecimento da linguagem e eu estava tentando me entender, o apoio da direção, do autor, da técnica, dos meus colegas de trabalho que me diziam menos pra cá, menos pra lá, mais baixo aqui, não abre tanto o olho ali e me orientavam para que eu tentasse encaixar dentro de códigos de uma leitura que eu tinha menos e que hoje eu tenho, mas lá, eu tinha bem menos conhecimento e isso teve essa repercussão, não pode ser só mérito meu, ao contrário é mérito de uma galera, de muita gente junta.



Miguel Arcanjo Prado — O que você gostaria de fazer hoje na TV? Tem vontade de voltar a fazer novela?
Cacá Carvalho — Olha eu tenho vontade de fazer vários trabalhos em teatro, e isso você faz por uma necessidade que você pode chamar de vontade. Já a vontade de fazer televisão, se aparecer e se for dentro do possível conciliar coisas e uma galera legal, esse coletivão é muito importante, eu não vejo por que não fazer… Mas não é algo que se eu não fizer, não durmo. Já o teatro, se eu não fizer, eu não durmo.

Elenco do novo "Power Rangers", em SP


Power Rangers, previsto para março de 2017.
A jornada de cinco adolescentes que devem buscar algo extraordinário quando eles tomam consciência que a sua pequena cidade Angel Grove - e o mundo - estão à beira de sofrer um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, eles irão descobrir que são os únicos que poderão salvar o planeta. Mas para isso, eles devem superar seus problemas pessoais e juntarem sua forças como os Power Rangers, antes que seja tarde demais.